Terça-feira, Fevereiro 28, 2012

RESPOSTA DA TATIANA PARA A TRIP

Sr. Pedro,

Adorei sua resposta automática!
Que bom que você retransmitiu o meu email!
Eu também retransmiti o seu para várias pessoas.
Mas não se preocupe, elas entenderão bem a postura que a empresa almeja!
A propósito, fizemos uma nova logo para vocês.

Abraços,

Tatiana


RESPOSTA ENVIADA PELA TRIP LINHAS AÉREAS

Acho que esta respostinha já deve ficar salva lá no computador do Pedro.
Daí ele muda o nome e envia para gente.
Resumo da ópera:
Como tudo no Brasil, é só escolher o sabor da pizza!

Valei-me!

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Prezada Tatiana,

Em atenção ao seu contato, informamos que o atendimento mencionado não é compatível com o tipo de postura que almejamos em nossa empresa. Retransmitimos o seu e-mail para a Central de Aeroportos , e serão tomadas as devidas providencias, para evitar que episódios como este ocorram novamente.
Lamentamos profundamente o ocorrido, pedimos desculpas, e esperamos desfazer esta má impressão em próximas oportunidades.

Atenciosamente,

Pedro Henrique Freitas
Soluções TRIP
pedrogf@voetrip.com.br


Domingo, Fevereiro 26, 2012

CARTA ABERTA À TRIP LINHAS AÉREAS

Caros Senhores,

Venho por meio deste canal de comunicação expressar a minha indignação enquanto passageira e cliente desta empresa.

Ao escolher a TRIP LINHAS AÉREAS para voar com o meu filho de 1 ano e 3 meses neste feriado de carnaval, não imaginei que teria problemas com respeito a seus procedimentos e ao tratamento recebido pelos seus funcionários.

Viajei no dia 17/02/2012, de Montes Claros ao Rio de Janeiro e retornei no dia 23/02/2012.

Primeiramente gostaria de pontuar sobre um "procedimento" bem estranho que, depois de viajar em diversas companhias no Brasil e no mundo, só observei na TRIP.

Viajei com meu filho e entreguei o carrinho de bebê na porta do avião em Montes Claros, para recebê-lo na conexão em Belo Horizonte. Recebi o carrinho e aguardei minha conexão. Em seguida, no voo para o Rio de Janeiro, entreguei novamente o carrinho e solicitei que ele novamente me fosse entregue na porta do avião para que eu conduzisse meu filho até a sala de desembarque. Foi uma grande surpresa descobrir que na TRIP LINHAS AÉREAS eu não posso ter o carrinho de volta quando vou desembarcar. Que o meu conforto e do meu bebê não é tão importante assim e que o bom tratamento que costumo receber nas empresas que tenho viajado por todo Brasil e também nos exterior não se aplica a esta empresa. No meu retorno a Montes Claros ocorreu outro incidente que vou relatar aqui e vocês mesmo vão avaliar a postura do funcionário.

Ao entregar o carrinho de bebê na porta do avião o FUNCIONÁRIO (1) sugeriu que ELE segurasse o meu filho para que eu fechasse o carrinho. O FUNCIONÁRIO (2) chegou rapidamente e disse para o FUNCIONÁRIO (1): você não pode segurar o bebê! Eu argumentei dizendo: Ele não sabe fechar o carrinho. Então, eis a resposta que obtive em um tom bem arrogante do FUNCIONÁRIO (2): ENSINASSE ELE A FECHAR ENTÃO! Nem preciso dizer que além ser advertida por um erro que não foi meu, ainda fui agraciada com o desprazer de conhecer uma pessoa que não sabe quase nada sobre “como tratar um cliente”.

Chegando a Montes Claros, novamente solicitei o meu carrinho de bebê para levar meu filho que dormia até a sala de desembarque. Recebi um sonoro não da jovem que me atendia, e quando fui argumentar a minha necessidade, a única coisa que ouvi, de alguém que me pareceu bem impaciente e cansada, foi a informação de que NÃO ATENDER AO CLIENTE NUMA NECESSIDADE LEGÍTIMA é um procedimento da empresa e não era da sua “alçada” resolvê-lo.

Caros senhores, gostaria de sugerir à TRIP LINHAS AÉREAS:

- Não aceite crianças no vôo. Assim não terão problemas deste tipo (Mesmo que a lei me assegure preferências, o que é a lei mesmo?).

- Ministrem um curso: “como fechar e abrir carrinhos de bebê”.

- Não deixem as comissárias trabalharem cansadas. Elas ficam mal educadas...

-Ensinem educação...boas maneiras.. gentileza... aos seus funcionários. NUNCA É DEMAIS!

Tatiana Rodrigues Brommonschenken

EX-CLIENTE TRIP LINHAS AÉREAS

Trecho(s)N.º do VooPartidaChegada1

5673Montes Claros 17/02/12 07:00Belo Horizonte - Confins 17/02/12 07:5925257Belo Horizonte - Confins 17/02/12 11:42Rio de Janeiro - Santos Dumont 17/02/12 12:4335256

Rio de Janeiro - Santos Dumont 23/02/12 17:21Belo Horizonte - Confins 23/02/12 18:2445672Belo Horizonte - Confins 23/02/12 21:25Montes Claros 23/02/12 22:20

Quarta-feira, Fevereiro 08, 2012

Ai, ai, ai é amor!

O Wando morreu hoje e fiquei novamente pensando sobre este movimento que a música brasileira faz. Quem me conhece sabe que eu sou "chegada" em música brega. Bem, isso quando a gente sabia definir estilo musical. Agora tá difícil. É tanto lixo que realmente a coisa tá complicada.

Tô aqui escrevendo no Blog e tem um pedreiro trabalhando na casa ao lado. Ele é um cantor. Todos os dias nos brinda com uma pérola da música brasileira.

(Ele cantando) "ai, ai, ai é amor... é amor"

Estou daqui pensando: que música é esta mesmo? Bingo! Morango do Nordeste! Música bregíssima e muito boa para ser cantada em meio a amigos, risadas, e é lógico: um violão!

Temos presenciado uma decadência tão grande em termos de música que hoje, muitas pessoas que não gostavam do estilo do Wando a alguns anos atrás, estão realmente tristes com esta perda. Porquê?

Simples. Veio gente muito pior, com músicas muito mais apelativas e imorais.

Imorais sim! Não porque falam de sexo. Imorais porque fogem ao respeito que devemos ter um pelo outro. O acervo da música brasileira tá cheio de músicas que falam de sexo e não denigrem o outro, não ofendem a figura feminina e conseguem passar uma mensagem clara sem se tornarem "aberrações".

Entrei hoje pela primeira vez no site do Wando. Veja o que eu encontrei:

Mande um recado na calcinha de uma forma divertida e gostosa:

Veja como é simples:
1) Escreva seu Recado
2) Escolha um modelo de calcinha
3) Escolha a trilha sonora do Wando

E pronto! É só enviar ou copiar o link para postar nas redes sociais.


Fala sério. Ele era engraçado!

Era brega e tudo mais.
Mas nunca soube que ele chamou uma mulher de "cachorra"

Beijos!

#meuiaiámeuioiô

Domingo, Fevereiro 05, 2012

Da sua ou da minha?

Pensativa. É assim que me sinto às vezes em relação ao Blog. Acho até que me lembro quando foi que aconteceu. Estávamos conversando um grupo de amigos e comentei algo sobre o Blog. Daí alguém comentou: nossa, que legal, você tem um blog! Sobre o que você escreve? E antes que eu respondesse, uma amiga disse: escreve contando as coisas vida dela. Não sei se foi a resposta. Não acredito que tenha sido intencional. Mas foi um grande balde de água fria. Este blog sempre foi algo bem estimulante para mim. E de repente: BUM! Não sei dizer ao certo o que não gostei, mas afirmo quer achei o comentário bem chato. Parecendo que minimizou algo. E sabe o que é pior? A pessoa nem notou! Acho que se esqueceu do comentário 3 segundos depois de fazê-lo. E eu? Pensei nisso várias vezes.

Por que escrever? Ficar postando um monte de coisas que, de repente, só fazem sentido para mim. E assim tentei voltar várias vezes e retomar, mas alguma coisa tava fora do lugar na minha mente.

Hoje resolvi escrever este post na esperança de alvancar uma motivação nova e constante. Não dá pra forçar os textos. Tudo tem que ser natural. Me lembrei aqui de um filme que fez muita diferença na minha vida: Mr. Holland, um adorável professor. Este filme eu assisti nas aulas de inglês da Eliége na FEMC, numa época em que, aos 17 anos, eu não sonhava em ser professora. Pois bem, o filme conta a trajetória de um professor de música e narra algumas histórias com alunos. Dentre estas histórias, tem a de uma garota ruiva que se dedicava muito a tocar um instrumento, porém tinha dificuldades em avançar como precisava. Em um momento da relação deles, e lhe faz uma pergunta: É legal? Porque não são só notas em uma partitura. Tocar precisa ser algo legal. E ele abre os seus olhos para outra percepção sobre música. Acho que é isso. Não são só letras publicadas numa página de internet. Precisa ser legal. Motivante.

Por que estou escrevendo este post? Porque sempre acreditei que para tirar uma música da nossa cabeça, quando estamos pensando nela o dia inteiro, precisamos cantá-la toda. Daí resolvi escrever sobre este incômodo que aconteceu a tanto tempo e às vezes me volta na mente. Que sabe se eu não falar sobre isso esta sensação não passa?

Amo escrever.

E sabe de uma coisa? Hoje cheguei a uma conclusão óbvia: que bom que escrevo contando as coisas da minha vida e minhas percepções.

Já pensou se você entra no blog e me vê falando da sua vida?

Beijos a todos!

Sábado, Janeiro 28, 2012

Montes Claros pior a cada dia!

Os Montesclarenses sabem bem a que me refiro. O descaso tomou conta da nossa cidade.

Buracos, obras superfaturadas, e estádio do MOÇãO. Não se assuste. Passe lá no João Botelho e verá uma placa escrita assim mesmo: com ç. Uma manobra descarada para desviar uma verba.
Dizem que a prefeitura vai alegar um erro de digitação. Para encobrir é claro o fato de que não tiveram como colocar as arquibancadas em um estádio que eles não construíram.

Fora aquela propaganda que "deixa a entender" que as casas do MINHA CASA MINHA VIDA são uma obra da prefeitura. Isso beira ao ridículo!

Mas a gente já está acostumado com essas coisas. Tem vereador da situação que posta todo dia no Facebook uma obra na Av. Cula Mangabeira. Será que postam tantas vezes porque a obra é na porta do seu antigo salão?

Vamos ver que bicho que dá em outubro.
Tô correndo daquele rato famoso: RATEU.
Também quero distância do seu filhote: RATEUZINHO.
Acorda Montes Claros!







Sexta-feira, Janeiro 20, 2012

Eu, o facebook e a Luíza

Diariamente recebo pelo ou menos 5 convites para o meu calendário, outras 6 ou 7 mensagens com desafios do tipo: se você ama isso - compartilha, se acredita naquilo - compartilha, e ainda muitas intimações: quem não compartilhar é porque é isso, aquilo... enfim.

Não me importo nem um pouco. Claro que acho ridículo muitas vezes, mas, entendo que aquela pessoa achou legal e toco a vida.

Aí surge uma piadinha que eu gostei e resolvo participar da brincadeira. Mas você não gostou. Tudo bem! Afinal ninguém é igual. Mas você vai além. Começa a me qualificar como alguém que não é inteligente, que não tem outros assuntos, que não é culto... e lá vai.

E você pega a contramão da piada pra dizer que não gostou, que brasileiro é isso ou aquilo. E olha lá você falando do mesmo que eu. Só que você está sofrendo pela burrice do mundo e eu, a "não inteligente" estou morrendo de rir.

Tem gente que gosta de ser justiceiro social.

Menos a Luíza. Ela voltou do Canadá e já gravou o novo comercial.

Ela sabe que essa brincadeira acaba já já.



Terça-feira, Janeiro 17, 2012

A folgada e o palavrão.


"Eu sou de um tempo..."

Foi assim que começou a história que eu quero contar hoje. Com a frase clássica da professora Tatiana quando vai dar um "sabão" daqueles, na esperança de despertar algumas mentes inertes e improdutivas.

Escolhi minha profissão. Uma amiga na época que comecei a lecionar me disse: você encontrou a sua praia. Tenho certeza que sim, mas às vezes penso, se não vou morrer afogada nela.

A uns dias atrás fui ministrar uma aula para uma colega da área que precisava se ausentar para uma reunião. Lá vou eu 6:40 da manhã feliz da vida por poder retribuir uma amiga que também me ajudou, certa de que será um dia normal de trabalho.

Primeiro horário, 7:20H da manhã eu recebi o maior insulto destes 13 anos de profissão. Um aluno me chamou de FOLGADA. Isso mesmo, em letras garrafais, gritando. E aí, eu fui obrigada a mostrar para ele que, se tava folgado, tinha que apertar.

Tudo começou com um palavrão. Ele chegou 7:18H, atrasado e eu o questionei. Ele então soltou um alto e sonoro palavrão. E eu esbravejei. Não aceito aluno falando palavrão em escola. Só mesmo um aluno que não me conhece para soltar um palavrão na minha cara, ainda mais esta hora da manhã. E eu falei muito na cabeça dele, sobre o papel da escola, do aluno e do professor. E ele arrepiou. Disse que eu não era professora dele, me perguntou o que eu estava fazendo ali, que ele falava quantos palavões ele quisesse e por fim, em alto e bom som ele me disse: você nem é nossa professora, chega aqui "colocando banca"? Você é muito FOLGADA.

Respeito virou FOLGA. Querer ser respeitado, mostrar a um aluno de 15 anos de idade que ele precisa de limites, me tornou, na última sexta feira, uma folgada. Daí não preciso contar mais. Todo mundo sabe o fim da história: encaminhamentos para direção, ocorrências escolares e convocação da família.

Tudo isso porque um aluno "soltou um palavrão"?

Palavrão para mim. Pois esta geração que aí está, não se insulta com o palavrão. Eles são insultados é com respeito, fidelidade, virgindade. São estas as palavras que causam choque hoje.

Na verdade, mataram os palavrões.
Hoje eles se tornaram palavras comuns, usadas diariamente no vocabulário de muitos jovens.
Depois desta aula eu senti saudades dos palavrões com força de palavrões.
Quando ameaçávamos falar um palavrão na nossa casa era um terror, minha mãe ameaçava: fala que eu quebro a sua boca!
Por tínhamos o entendimento que era feio, sujo e totalmente deselegante.

Mas sabe o que me deixou mais enfezada?
Eu ralo pra caramba aí vem um magricela da cara feia e me chama de folgada?

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