quarta-feira, fevereiro 08, 2012

Ai, ai, ai é amor!

O Wando morreu hoje e fiquei novamente pensando sobre este movimento que a música brasileira faz. Quem me conhece sabe que eu sou "chegada" em música brega. Bem, isso quando a gente sabia definir estilo musical. Agora tá difícil. É tanto lixo que realmente a coisa tá complicada.

Tô aqui escrevendo no Blog e tem um pedreiro trabalhando na casa ao lado. Ele é um cantor. Todos os dias nos brinda com uma pérola da música brasileira.

(Ele cantando) "ai, ai, ai é amor... é amor"

Estou daqui pensando: que música é esta mesmo? Bingo! Morango do Nordeste! Música bregíssima e muito boa para ser cantada em meio a amigos, risadas, e é lógico: um violão!

Temos presenciado uma decadência tão grande em termos de música que hoje, muitas pessoas que não gostavam do estilo do Wando a alguns anos atrás, estão realmente tristes com esta perda. Porquê?

Simples. Veio gente muito pior, com músicas muito mais apelativas e imorais.

Imorais sim! Não porque falam de sexo. Imorais porque fogem ao respeito que devemos ter um pelo outro. O acervo da música brasileira tá cheio de músicas que falam de sexo e não denigrem o outro, não ofendem a figura feminina e conseguem passar uma mensagem clara sem se tornarem "aberrações".

Entrei hoje pela primeira vez no site do Wando. Veja o que eu encontrei:

Mande um recado na calcinha de uma forma divertida e gostosa:

Veja como é simples:
1) Escreva seu Recado
2) Escolha um modelo de calcinha
3) Escolha a trilha sonora do Wando

E pronto! É só enviar ou copiar o link para postar nas redes sociais.


Fala sério. Ele era engraçado!

Era brega e tudo mais.
Mas nunca soube que ele chamou uma mulher de "cachorra"

Beijos!

#meuiaiámeuioiô

domingo, fevereiro 05, 2012

Da sua ou da minha?

Pensativa. É assim que me sinto às vezes em relação ao Blog. Acho até que me lembro quando foi que aconteceu. Estávamos conversando um grupo de amigos e comentei algo sobre o Blog. Daí alguém comentou: nossa, que legal, você tem um blog! Sobre o que você escreve? E antes que eu respondesse, uma amiga disse: escreve contando as coisas vida dela. Não sei se foi a resposta. Não acredito que tenha sido intencional. Mas foi um grande balde de água fria. Este blog sempre foi algo bem estimulante para mim. E de repente: BUM! Não sei dizer ao certo o que não gostei, mas afirmo quer achei o comentário bem chato. Parecendo que minimizou algo. E sabe o que é pior? A pessoa nem notou! Acho que se esqueceu do comentário 3 segundos depois de fazê-lo. E eu? Pensei nisso várias vezes.

Por que escrever? Ficar postando um monte de coisas que, de repente, só fazem sentido para mim. E assim tentei voltar várias vezes e retomar, mas alguma coisa tava fora do lugar na minha mente.

Hoje resolvi escrever este post na esperança de alvancar uma motivação nova e constante. Não dá pra forçar os textos. Tudo tem que ser natural. Me lembrei aqui de um filme que fez muita diferença na minha vida: Mr. Holland, um adorável professor. Este filme eu assisti nas aulas de inglês da Eliége na FEMC, numa época em que, aos 17 anos, eu não sonhava em ser professora. Pois bem, o filme conta a trajetória de um professor de música e narra algumas histórias com alunos. Dentre estas histórias, tem a de uma garota ruiva que se dedicava muito a tocar um instrumento, porém tinha dificuldades em avançar como precisava. Em um momento da relação deles, e lhe faz uma pergunta: É legal? Porque não são só notas em uma partitura. Tocar precisa ser algo legal. E ele abre os seus olhos para outra percepção sobre música. Acho que é isso. Não são só letras publicadas numa página de internet. Precisa ser legal. Motivante.

Por que estou escrevendo este post? Porque sempre acreditei que para tirar uma música da nossa cabeça, quando estamos pensando nela o dia inteiro, precisamos cantá-la toda. Daí resolvi escrever sobre este incômodo que aconteceu a tanto tempo e às vezes me volta na mente. Que sabe se eu não falar sobre isso esta sensação não passa?

Amo escrever.

E sabe de uma coisa? Hoje cheguei a uma conclusão óbvia: que bom que escrevo contando as coisas da minha vida e minhas percepções.

Já pensou se você entra no blog e me vê falando da sua vida?

Beijos a todos!

sábado, janeiro 28, 2012

Montes Claros pior a cada dia!

Os Montesclarenses sabem bem a que me refiro. O descaso tomou conta da nossa cidade.

Buracos, obras superfaturadas, e estádio do MOÇãO. Não se assuste. Passe lá no João Botelho e verá uma placa escrita assim mesmo: com ç. Uma manobra descarada para desviar uma verba.
Dizem que a prefeitura vai alegar um erro de digitação. Para encobrir é claro o fato de que não tiveram como colocar as arquibancadas em um estádio que eles não construíram.

Fora aquela propaganda que "deixa a entender" que as casas do MINHA CASA MINHA VIDA são uma obra da prefeitura. Isso beira ao ridículo!

Mas a gente já está acostumado com essas coisas. Tem vereador da situação que posta todo dia no Facebook uma obra na Av. Cula Mangabeira. Será que postam tantas vezes porque a obra é na porta do seu antigo salão?

Vamos ver que bicho que dá em outubro.
Tô correndo daquele rato famoso: RATEU.
Também quero distância do seu filhote: RATEUZINHO.
Acorda Montes Claros!







sexta-feira, janeiro 20, 2012

Eu, o facebook e a Luíza

Diariamente recebo pelo ou menos 5 convites para o meu calendário, outras 6 ou 7 mensagens com desafios do tipo: se você ama isso - compartilha, se acredita naquilo - compartilha, e ainda muitas intimações: quem não compartilhar é porque é isso, aquilo... enfim.

Não me importo nem um pouco. Claro que acho ridículo muitas vezes, mas, entendo que aquela pessoa achou legal e toco a vida.

Aí surge uma piadinha que eu gostei e resolvo participar da brincadeira. Mas você não gostou. Tudo bem! Afinal ninguém é igual. Mas você vai além. Começa a me qualificar como alguém que não é inteligente, que não tem outros assuntos, que não é culto... e lá vai.

E você pega a contramão da piada pra dizer que não gostou, que brasileiro é isso ou aquilo. E olha lá você falando do mesmo que eu. Só que você está sofrendo pela burrice do mundo e eu, a "não inteligente" estou morrendo de rir.

Tem gente que gosta de ser justiceiro social.

Menos a Luíza. Ela voltou do Canadá e já gravou o novo comercial.

Ela sabe que essa brincadeira acaba já já.



terça-feira, janeiro 17, 2012

A folgada e o palavrão.


"Eu sou de um tempo..."

Foi assim que começou a história que eu quero contar hoje. Com a frase clássica da professora Tatiana quando vai dar um "sabão" daqueles, na esperança de despertar algumas mentes inertes e improdutivas.

Escolhi minha profissão. Uma amiga na época que comecei a lecionar me disse: você encontrou a sua praia. Tenho certeza que sim, mas às vezes penso, se não vou morrer afogada nela.

A uns dias atrás fui ministrar uma aula para uma colega da área que precisava se ausentar para uma reunião. Lá vou eu 6:40 da manhã feliz da vida por poder retribuir uma amiga que também me ajudou, certa de que será um dia normal de trabalho.

Primeiro horário, 7:20H da manhã eu recebi o maior insulto destes 13 anos de profissão. Um aluno me chamou de FOLGADA. Isso mesmo, em letras garrafais, gritando. E aí, eu fui obrigada a mostrar para ele que, se tava folgado, tinha que apertar.

Tudo começou com um palavrão. Ele chegou 7:18H, atrasado e eu o questionei. Ele então soltou um alto e sonoro palavrão. E eu esbravejei. Não aceito aluno falando palavrão em escola. Só mesmo um aluno que não me conhece para soltar um palavrão na minha cara, ainda mais esta hora da manhã. E eu falei muito na cabeça dele, sobre o papel da escola, do aluno e do professor. E ele arrepiou. Disse que eu não era professora dele, me perguntou o que eu estava fazendo ali, que ele falava quantos palavões ele quisesse e por fim, em alto e bom som ele me disse: você nem é nossa professora, chega aqui "colocando banca"? Você é muito FOLGADA.

Respeito virou FOLGA. Querer ser respeitado, mostrar a um aluno de 15 anos de idade que ele precisa de limites, me tornou, na última sexta feira, uma folgada. Daí não preciso contar mais. Todo mundo sabe o fim da história: encaminhamentos para direção, ocorrências escolares e convocação da família.

Tudo isso porque um aluno "soltou um palavrão"?

Palavrão para mim. Pois esta geração que aí está, não se insulta com o palavrão. Eles são insultados é com respeito, fidelidade, virgindade. São estas as palavras que causam choque hoje.

Na verdade, mataram os palavrões.
Hoje eles se tornaram palavras comuns, usadas diariamente no vocabulário de muitos jovens.
Depois desta aula eu senti saudades dos palavrões com força de palavrões.
Quando ameaçávamos falar um palavrão na nossa casa era um terror, minha mãe ameaçava: fala que eu quebro a sua boca!
Por tínhamos o entendimento que era feio, sujo e totalmente deselegante.

Mas sabe o que me deixou mais enfezada?
Eu ralo pra caramba aí vem um magricela da cara feia e me chama de folgada?

$%#%$##*%*%¨$($**&¨!


segunda-feira, janeiro 16, 2012

Oh, if I Catch You

Ai se eu te pego "em inglês"?
Assim vocês me matam!
Eu fiquei muito "p" da vida quando vi o clipe.
Porque não basta esse mantra que tão chamando de música. Tem que colocar um monte de garota de biquíni, numa praia rebolando.
E lá vai o tal do clipe mundo afora, reafirmando a visão de que o Brasil é a ilha da fantasia.

E se você está achando que estou com inveja das garotas porque são lindas e tem um corpo escultural, eu te pergunto: quem não ficaria?
Gente, que povo é aquele? Parece que vão explodir de tanta alegria, felicidade e prazer!

Mas, nem mesmo a minha "inveja" é capaz de superar a minha indignação.

Não consigo imaginar que ainda tem gente que acredita que uma pirla* desta esta ajudando a "divulgar" o Brasil lá fora.
Mas talvez o problema seja comigo, e eu esteja ficando velha e tudo isso tudo é muito normal e natural.

E nem chegou o carnaval!


*aprendi esta palavra com minhas queridas "L.... Silveira e Guimarães". Economiza alguns xingamentos inconvenientes.

Dois anos depois...

Parece até novela, quando tem aquelas passagens de tempo que eu adoro e que apressam o final feliz. A alguns meses tem me dado uma vontade grande de voltar a escrever neste Blog e isso se acentuou muito lendo os escritos quase diários de uma amiga querida que a tempos eu não tinha muitas notícias.

Eu amo a internet. A velocidade das informações, as pessoas que reencontramos, a liberdade que eu tenho de escrever ou não.
Muitas coisas na minha vida mudaram nestes dois anos que não estive aqui e todas elas são representadas por uma única palavra: Antônio. Este ser de um ano e dois meses que revirou nossa rotina, nos deu outro fôlego e enche nossa casa de alegria.

Pensei em deixar no Blog apenas as publicações que gosto mais. Inútil. Gosto até das idiotas.
Sei que o Roberto Carlos aparece é em dezembro e este ano adorei vê-lo cantando na globo, isso só prova que eles sempre vão conseguir uma nova roupagem para a velha musiquinha, mesmo assim, me lembro do seu grande sucesso e o transcrevo:

"Tudo estava igual como era antes,
Quase nada se modificou...
Acho que só eu mesmo que mudei,
Eu voltei..."



segunda-feira, janeiro 18, 2010

Isso é que é ter objetivo!

Olha quem tá passando rapidinho...

Já estamos no meio de Janeiro.
E eu nem dei Feliz Ano Novo no Blog!
Mas também são tantas coisas para serem alimentadas na net...

Mesmo assim ainda vale falar:

Um 2010 honesto prá vcs!

Beijos!

quarta-feira, dezembro 09, 2009

segunda-feira, dezembro 07, 2009

Fim de ano Remix

Mudanças.
Eu não gosto muito.
Este ano em especial odiei os novos arranjos da música de fim de ano da Globo.
Ops, perdão: do Nelsinho Mota.
Eu já tava acostumada com aquele momento em que o coral de artistas cantaria alegremente:

... Hoje a festa é sua,
Hoje a festa é nossa,
É de quem quiser, e quem vier...

Odiei a nova batida.
Acho que esta festa não é minha.
Nem quero ir nela mais.
Parece que o mundo foi remixado, virou um grande funk.
Sei lá.


segunda-feira, novembro 30, 2009

Um pouco de Drummond...

CONGRESSO INTERNACIONAL DO MEDO

Provisoriamente não cantaremos o amor,
que se refugiou mais abaixo dos subterrâneos.
Cantaremos o medo, que estereliza os abraços,
não cantaremos o ódio, porque este não existe,
existe apenas o medo, nosso pai e nosso companheiro,
o medo grande dos sertões, dos mares, dos desertos,
o medo dos soldados, o medo das mães, o medo das igrejas,
cantaremos o medo dos ditadores, o medo dos democratas,
cantaremos o medo da morte e o medo de depois da morte.
Depois morreremos de medo
e sobre nossos túmulos nascerão flores amarelas e medrosas.

---
Será que existe um medo reacionário, que luta,
Ou apenas o nosso medo hipócrita que cala?
Ainda podemos não ter medo.
Ou então o medo se tornou tão companheiro, tão amigo,
Que perdeu sem tom agonizante,
aterrorizante,
Horripilante.
Talvez estejemos de mãos dadas com ele,
E com a indiferença.
E de repente não teremos, nem as flores amarelas.

terça-feira, setembro 15, 2009

sábado, agosto 22, 2009

Roda Pião

Esta semana estive em BH para uma reunião de trabalho. Foi muito bom. A salvo é claro o fato de estar em um bar onde tive que ver Atlético e Avaí numa mesa rodeada de atleticanos. Primeiro eles ficaram felizes com o placar inicial, porém durou pouco e terminou em empate. Depois, ensaiaram ficar felizes com um possível derrota do cruzeiro pelo Flamengo. Mas aí o nosso "cruzeiro querido" virou e ganhou. Então pude contemplar no fim da noite, os atleticanos saírem calados e cabisbaixos. Guerreiros sim, porém, mais uma vez, descendo em queda livre. Triste início de fim.

Reencontrei gente boa e coloquei o papo em dia. Ensaiei uma crise. Só foi ensaio. No fim a gente vai percebendo que a vida é cheia de ganhos, mas também de perdas e que nem sempre é possível ter tudo. Odeio dívidas emocionais. Elas mexem com a gente. Aquela sensação de como teria sido o que não foi, não rola. A viagem que eu não fiz, os números que não joguei, o tênis da promoção que eu não comprei, o abraço que eu não dei, aquela noite de amor que não rolou... resumo: ensaio para vulnerabilidade.

Chego em Montes Claros e recebo a notícia que me trás de volta à realidade: Morte. Nelson Rodrigues me vem à mente. Rapidamente me vejo de novo na vida: inteira e real. Minha ex-professora, colega de trabalho e amiga: Veralane faleceu e nós continuamos nesta roda viva.


"Ouça-me bem amor,
Preste atenção,
o mundo é um moinho..."

(Cartola)

segunda-feira, agosto 17, 2009

Perfil do orkut

Escrevi esta descrição para o orkut e gostei.
Deixo-a registrada aqui.

Quem sou eu?

Tatiana. Tati. Tatibitati. Tatibromo.
Amiga. Engraçada. Colérica. Algumas tantas vezes chata.
Em relação a horário: muita chata.
Apaixonada pela vida, por lugares e por pessoas.
Minto. Vidrada em lugares.
Amo música, comida boa e a chuva lá fora. Hum...
Extremamente prática.
Quero escrever um livro e fazer um filho.
Árvores... já plantei várias.
Dona de um sorriso largo e um coração grande e bobo.
Amo escrever. Canto no banheiro.
Adoro ver a lua, as estrelas e as luzes da cidade.
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A mais tola das virtudes é a idade. Que significa ter quinze, dezessete, dezoito ou vinte anos? Há pulhas, há imbecis, há santos, há gênios de todas as idades.

(Nelson Rodrigues)

segunda-feira, agosto 10, 2009

domingo, julho 26, 2009

Morrer queimado

Bem, esta semana uma pessoa me perguntou como vai a vidinha de casada (perguntinha que todo mundo faz). Eu disse que bem... mas, como deveria estar né...
E meu coleguinha saiu com a célebre frase: Casar é bom. Melhor que morrer queimado.
Olha, siceramente não sei. Talvez morrer queimado dê um ibope maior.
Vamos ver daqui a alguns anos né.

Beijos a todos e de volta ao trabalho!

sábado, maio 16, 2009